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O jejum intermitente e o efeito na perda de peso

No momento em que falamos em jejum intermitente, a duração desse mesmo tempo de jejum pode alterar significativamente consoante a atitude utilizada.

Um dos métodos mais conhecidos é o 16:8, nos quais dois terços do dia seriam passados em jejum, com uma diferença entre refeições de somente 8 horas. Um exemplo poderia ser fazer a primeira refeição às 13h e acabar a última pelas 21h.

Frequentemente estamos 12 ou mais horas sem comer. Uma vez que o pequeno-almoço é a primeira refeição que quebra o jejum, devemos usufruir em pleno da mesma. Surpreendentemente, em inglês chamamos breakfast, que quer dizer quebra do jejum.

A pergunta que persiste é a seguinte: deve o jejum deve ser parado nos minutos logo após o acordar?

Vários estudos mostram que necessitamos quebrar o jejum unicamente algum tempo após acordarmos para deixar o corpo reparar-se e produzir algumas hormonas cuja maior produção se dá com o estômago vazio, como a hormona do crescimento presente no processo de anti-envelhecimento.

Basicamente, o jejum intermitente orienta o seu corpo a queimar a gordura acumulada e não apenas glicose (açúcar).

O nosso corpo está capacitado para esta realidade milenar, que há milhares de anos está vinculada a saúde e longevidade.

Analisemos alguns exemplos evidentes ao longo da história: Na época do Paleolítico só se comia quando havia comida e faziam-se jejuns prolongados de três ou mais dias.

A Natureza fez-nos assim, habituados à insuficiência de alimentos e aptos a ficar mais atentos, energéticos, lúcidos e alerta para ter capacidade de caçar após três dias de jejum.

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O que acontece no seu corpo no decorrer do jejum?

O nosso corpo acumula uma pequena porção do açúcar vindo da alimentação, por forma de glicogénio e o remanescente transforma-o em gordura e acumula-a.

No nosso corpo podemos ter cerca de 1500 a 2000 calorias armazenadas em glicogénio nos músculos, ao passo que em gordura conseguimos concentrar mais de 40 000 calorias. Acontece que o corpo usa de preferência a energia sob a forma de glicogénio, aglomerada nos músculos.

No momento em que é necessário mais energia surge a vontade de comer.

Os períodos maiores sem comida ajudam a baixar os valores da insulina e glicémia e o corpo começa a aprender a usar a gordura que tem armazenada no corpo, particularmente a mais perigosa armazenada na cavidade abdominal.

Em suma o jejum intermitente proporciona:

  • Queima de gordura e não de músculo
  • Aumenta a produção da hormona de crescimento (GH)
  • Acelera o emagrecimento
  • Aumenta a sensibilidade à insulina
  • Reverte a síndrome de resistência periférica à insulina
  • Aumenta a sensação de bem-estar e saciedade
  • Mais energia e aumento do metabolismo basal
  • Um controlo estável da glicose no sangue

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Como fazer jejum intermitente?

A forma de jejuar que junta maior numero de adeptos consiste em iniciar o jejum após um jantar leve por volta das 20h00 e demorar até às 12h00 do dia seguinte. Melhor dizendo, tomar um café ou chá sem açúcar durante a manhã e às 12h00 faz um bom pequeno-almoço.

Há também a possibilidade de não jantar, isto significa que a sua última refeição é um lanche por volta das 16h00. Só tomará o pequeno-almoço 14h depois, ou seja, às 8h00 da manhã. Tem a possibilidade jantar apenas um chá.

Algumas pessoas fazem jejum por períodos maiores, apesar disso, pode ser contra-indicado porque geralmente é difícil gerir o que vai comer aquando da introdução das refeições. A predisposição é comer demasiado e não moderar o tipo de alimentos.

Em alternativa, jejuar um dia, que normalmente ocupa o fim-de-semana, não é socialmente simpático, afinal é durante os dias de descanso que aproveitamos para estar com a família e amigos.

Este é um tema que deveria ser de fácil domínio, mas que acaba por originar enorme controvérsia e divergência.

A verdade é que não existem forçosamente boas e más estratégias nutricionais, dependendo especialmente da circunstancia e da pessoa em causa.

Algo pertencente ao sucesso indiscutível do jejum intermitente, assim como de outras estratégias nutricionais, é a natureza de sobrevivência. Isto significa que, frequentemente, apenas ouvimos falar dos casos de sucesso.

É essencial avaliar caso a caso, no entanto pessoas que sofram de doenças como diabetes, resistência à insulina, síndrome metabólica, certos problemas gástricos, mulheres grávidas e crianças não devem fazer jejuns prolongados.

Da mesma forma pessoas que padeçam de doenças do comportamento alimentar, sofram de depressão ou que não se sintam totalmente estáveis psicológica e emocionalmente.

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